sábado, 31 de dezembro de 2016

CHAROLAS



Estivemos ontem à noite no ensaio da Charola Amizade Estoiense, em Estoi e recolhemos esta mensagem do Joaquim Aleixo que em nome do grupo quiz desejar a continuação de Boas Festas e um Ano de 2017 cheio de felicidades, a todos em geral e em particular aos amigos que vivem longe do nosso pais.

No dia de Ano Novo, Estoi será palco de diversas actuações das charolas um pouco por todo o lado, destacando-se logo pela manhã no Largo Ossónoba e à tarde o já tradicional Encontro de Charolas da Casa do Povo de Estoi.

As charolas voltarão de novo a Estoi, no Domingo, 8 de Janeiro (dia de mercado) actuado a partir das 11.00 horas no Largo da Liberdade (junto ao presépio).

A terminar no Domingo, 15 de Janeiro, a partir das 15,00 horas, o grande Encontro de Charolas de Estoi, a ter lugar no cinema Ossonoba, onde se poderá assistir à actuação da maioria dos grupos do concelho de Faro.

Os encontros nos largo supra citados e no cinema Ossonoba, são uma organização de União de Freguesias Conceição e Estoi.

domingo, 18 de dezembro de 2016

CHAROLA AMIZADE ESTOIENSE





A Charola Amizade Estoiense, realizou ontem o seu jantar de fim de ano, com a presença dos presidentes do Município e da União de Freguesias Conceição e Estoi, do Clube de Petanca de Estoi, assim como de quase todos os membros da Charola, familiares e amigos.

O jantar teve lugar no Restaurante Belo Sol, em Estoi, cuja ementa e serviço, deixou todos satisfeitos.

Joaquim Aleixo, agradeceu a presença de todos e os apoios dados à Charola.

José António Jerónimo, presidente da União Freguesias Conceição e Estoi, também usou da palavra, para agradecer o convite e dizer que a Junta apoiará a Charola na medida das suas possibilidades.

Por fim, o Dr. Rogério Bacalhau, presidente do Município de Faro, saudou todos os presentes, com uma palavra de incentivo aos organizadores da Charola. Teve ainda uma saudação para os musicos Romenos que fazem parte da Charola, para os elementos da família Vale , ali presente que são emigrantes nos Estados Unidos da América e para o Clube de Petanca de Estoi.


domingo, 11 de dezembro de 2016

MAIS SOL QUE SOMBRA




Luis Barriga, apresentou esta tarde, perante uma plateia que encheu o salão da Casa do Povo de Estoi, o seu novo livro "Mais Sol Que Sombra".

Vários testemunhos sobre a obra, incluindo a do próprio autor, a despertar a nossa curiosidade para a leitura deste livro que vem na sequência de outro já lançado em 2015.

Uma tarde bem aproveitada, com um programa cultural recheado de recordações nostálgicas, musica, canções e poesia.

No final, a habitual sessão de autógrafos e um beberete convívio.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

APRESENTAÇÃO DO LIVRO MAIS SOL QUE SOMBRA


Mais sol que sombra. 

Parecia que daqui nunca tinha saído, no entanto, a aldeia mostrava-se, aos meus olhos, mais brilhante, mais solar. 

As sombras, essas, pareciam mais suaves, ficando claro, para mim, que muito havia mudado.

As rotinas da minha aldeia estavam-me nas entranhas, o meu regresso a Estoi foi o retornar às origens, revivendo, in loco, as memórias da minha vivência.

No país floresceu o desejo de realizar obra em prol dos outros, com isso germinou uma sociedade mais fraterna. 

Uma genuína vontade de ser solidário apossou-se desta gente, varrendo o país, como se fosse uma lufada de ar fresco, retirando o cheiro salazarento do passado. 

Testemunhei, a cada dia, a espantosa transformação destas gentes, os esforços titânicos para recuperar o tempo perdido, culturalmente e socialmente falando. Foi emocionante perceber as mutações sociais e políticas que foram metamorfoseando os jovens desta terra, transformando-os em homens e mulheres mais solidários e mais cultos. 

Todos eles arrancados do marasmo, pelas mãos de líderes respeitados, pela atitude de entrega às causas da liberdade e da cultura, muitos vultos anónimos, por esse país fora.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

AS ABARCAS


(António Tomé, (José Luís!?..), Silvério, José Borges, José Manuel Ameixeira e José Tomé (em cima camisa xadrez) e outros que não conseguimos identificar...)


… À memória chegam-nos imagens imemoriais de amigos Estoienses, que o passar dos anos não apaga de nossas memórias colectivas!

Chegam-nos da mais tradicional e consensual romaria dos “afectos”, da alegria, da amizade, do companheirismo, da igualdade entre pessoas e sexos, a Festa da Pinha, que em 2 de Maio de cada ano refulge imparável em Estoi.

Alguns, os seus detratores, os “Velhos do Restelo” da desgraça, do imobilismo, catalogam-na, hoje em dia, como a “Festa dos bêbados”(!), tão só e apenas porque uma minoria das centenas e centenas dos seus participantes, se escondem na bebida, procurando nesse dia, recalcar as suas feridas e frustrações de todo um ano mal vivido.

Jamais desistiremos de defender, escrupulosamente, os nobres princípios dos “almocreves” ou “romeiros”, que nesse dia exaltamos e trazemos à ribalta.

Estoi, a nossa aldeia, merece que assim seja e continue fiel à nobre tradição de receber e saber receber, quem nela se incorpora ou a visita.

A tradição das “abarcas”, assim como que uma réplica da luta greco-romana, em que dois homens debruçados sobre si, agarrando-se nos ombros e braços, lutavam, respeitosamente e com desportivismo, por deitar o parceiro ao chão.
Quem assim o fazia, era de imediato considerado vencedor e após breve descanso, iria lutar com outro parceiro, cioso de o destronar e assim por diante.

Era tradicional no dia 2 de Maio, na Festa da Pinha de Estoi, no recinto arenoso, ou terreiro do Ludo, logo após o almoço dos “almocreves”, uma grande roda de “abarquejadores” e mirones, ali se juntar, num abraço fraterno à procura da exaltação vitoriosa do maior valentão desse ano, quase sempre premiado com uma simbólica taça, ou medalha alusiva, pela Organização da Festa.

Corria por aí os anos de 1950 / 51, quando um dos mais carismáticos “abarquejadores” da Pinha surgiu em força. Seu nome, o inesquecível e felizmente ainda vivo e de boa saúde e memória, Zé Tomé. Sim, o tal do Café Ossónoba de Estoi, o do sorriso e riso inimitável, onde assistimos, altas horas da madrugada, à chegada do homem à Lua, acompanhados por incrédulos Estoienses, que jogando ao dominó ou ao “Embido”, riam com os “filmes que os americanos inventavam para deitar poeira para os nossos olhos”, não ligando patavina ao que a televisão, cheia de interferências e a preto e branco, esbugalhava os olhos meio sonolentos de alguns jovens estudantes estupefactos com tamanha façanha!

Esse mesmo Zé Tomé, que nos oferecia uma garrafa de litro de leite da Ucal, sempre que vindos da Alameda de Faro, cilindrávamos as demais Equipas de futebol de salão, onde fomos campeões distritais, representando as cores da nossa Casa do Povo, a mais antiga das 36 Casas do Povo do Algarve, (azul grenat e encarnado), a tal Equipa da “alfarroba” como éramos catalogados e com muito orgulho nosso, vencedores…

Pois por esse ano, o bom do Zé Tomé, que pela primeira vez foi à Pinha, acompanhado pelo seu irmão mais velho, António Tomé, na foto sobre os ombros de outro “almocreve” (José Luís!?..), bela estampa de homem, teria 20, 21 anos de idade, com camisa aos quadrados, vendo-se ainda o conhecido Silvério, (Contínuo no Clube Estoiense), o José Borges, seu filho, o José Manuel Ameixeira (foi guarda-redes em Estoi) e o António Tomé, entre outros folgazões. Como dizia, o António Tomé convidou o irmão, Zé Tomé, para abarquejar e, logo aí se viu as qualidades gímnicas do nosso Campeão, que, não demorou muito, deitou por terra o irmão mais velho e todos aqueles que o quiseram experimentar.
A partir desse ano, jamais o anonimato deixou de acompanhar o nosso “campeão das abarcas”, como muitas vezes que o vejo em Faro e com ele recordo episódios da nossa adolescência, revivendo tempos áureos que vivemos em Estoi, a aldeia que está nos nossos corações!.. A “nossa aldeia”.

Ofereceu-me, o amigo Zé Tomé, hoje rondando os 87 anos de idade, sempre acompanhado por sua linda e amada esposa, para recordarmos e revivermos tempos que já não voltam(!), esta foto aqui exposta, sabendo que irá ser divulgada na página ou “blog” “Aldeia de Estoi”, do comum amigo Zé Joaquim, correndo mundo, entrando nas casas de quem a visita, roubando, quiçá, uma furtiva e incontida lágrima de saudade, àqueles que, sendo de Estoi, dela estão fisicamente afastados, muito embora a tenham sempre, sempre no coração!

A todos os Estoienses e amantes da Festa da Pinha, o exemplo deste homem simples, sério e trabalhador, que muito deu a Estoi com a hospitalidade do seu e nosso Café Ossónoba, frequentado por ricos e pobres, novos ou seniores, com respeito, com postura, com verticalidade e com aquele riso contagiante, incontrolável e melódico, que nos enchia o espírito e a alma de satisfação. “O Rei das Abarcas”, que deitou por terra, centenas de pseudo-valentões que o procuravam, mesmo fora da Festa da Pinha e que também levaram o “tempero” devido. (Alguns até desconfiaram e quiseram tirar desforço do nosso Campeão, mas continuaram sempre com o mesmo “tempero”…)

Força Campeão!
Os verdadeiros “Almocreves” e Estoienses jamais te esquecerão
Porque não querem, não querem não
Bater com os costados, com força no chão…

Agosto de 2016
(J. Aleixo)

terça-feira, 12 de julho de 2016

II RESISTENCIA NOTURNA BTT EM ESTOI


Pelo 2º ano consecutivo e após o sucesso organizativo e participativo da 1ª edição, Estoi acolheu os amantes da modalidade, numa tarde / noite de canícula, típica do verão algarvio que nos aquece o corpo e a alma.

Sob a batuta do Ilídio Carrega, mentor de toda a estratégia e dinâmica imprimida, soube rodear-se, com tempo e persistência, dum grupo de “amigos” Estoienses e não só, que numa simbiose perfeita, deram corpo a uma prova que já é bandeira no panorama da modalidade cada vez em maior expansão .

Todo o cuidado e sapiência, em saber rodear-se das pessoas certas para a missão que lhes era cometida, conseguidos os “Sponsor´s” e Patrocinadores que lhe deram incondicional apoio logístico e financeiro, tudo devidamente testado e oleado a tempo, com a procura de conseguir ainda um percurso, no tecido urbano de Estoi, sensibilizadas que foram as Empresas locais e os residentes, gerou-se um ambiente propício ao sucesso da iniciativa.

 Cerca de 50 voluntários, homens e mulheres, vestindo as cores azul celeste e laranja da JIC – Alumínios Carrega, nada foi deixado ao acaso. Nos Stand´s, barreiras amovíveis, no som ambiente, na cronometragem de todos e cada um dos atletas presentes, cerca de 50, vindos do Alentejo, de todo o Algarve e da vizinha Espanha, a 2ª Resistência nocturna de Estoi veio para a rua de peito aberto à procura de novo sucesso que foi conseguido.

Desde manhã cedo, que todos largaram o seu tempo de descanso, junto da família e amigos e se entregaram de alma e coração em prol da sua terra. 

Sinalizando o percurso, de pouco mais de 4 Km, montando os Stand´s, as barreiras, os quilómetros de fita, colando ou pregando faixas, lonas, flyer´s, meticulosamente colocados onde os mesmos fossem úteis e necessários, preparando os suplementos alimentares, indispensáveis ao apoio de cada atleta em competição, como as águas minerais, a fruta e um doce, conjugou-se e preparou-se devidamente o acolhimento a quem à aldeia iria chegar. 

O indispensável apoio da Câmara Municipal de Faro, na cedência das barreiras plastificadas e outro material logístico, complementado com a ajuda da União de Freguesias da Conceição e Estoi, sempre solícita, na cedência da aparelhagem sonora e de outros apetrechos, o apoio da Brigada de elementos da G.N.R. que durante a prova de 3 horas zelou pela segurança de todos, com o apoio duma não menos excelente Equipa de Socorristas, que tiveram que socorrer dois atletas vítimas de queda na descida da bela mas exigente Rua da Barroca, cumpriram, como habitualmente é seu timbre os quesitos necessários e imprescindíveis da competência. 

O apoio da Equipa de massagistas profissionais da Empresa Estoiense Body Dream, ali disponíveis para prestar apoio a quem dele fosse carente, deu aquele ar charmoso e belo ao ambiente festivo do Largo da Liberdade.

Não foi descurado o banho retemperador no final da prova, nos balneários da Escola 2, 3 Poeta Emiliano da Costa, que abriu portas para quem ali afluiu, numa cooperação que se aplaude e regista.

 A simpatia e a disponibilidade financeira de alguns apoiantes Estoienses, conhecedores da importância que provas deste tipo suscitam na nossa aldeia e o valor publicitário que as mesmas promovem, deram a resposta correcta aos habituais “Velhos do Restelo”, que só criticam, só denigrem só obstaculizam tudo o que de bom é capaz de ser feito nesta aldeia que todos amamos mas poucos o demonstram na prática, no quotidiano. Veja-se o exemplar comportamento do Restaurante, Snack-Bar e Papelaria “O Belo Sol”, que ali, na Rua do Cemitério, deu um valioso contributo no fornecimento de uma sandes, uma bebida e um doce, a cada atleta que ali fosse com a senha atribuída… 

Gestos bonitos e cativantes de quem entende que a conjugação de esforços é o caminho a seguir, não o isolacionismo, a avidez, a maledicência.

No final das 3 horas de prova, sempre publicitadas em directo, estimulando quem pela meta passava, quem nas “Duplas” surgiu, novos e seniores, rapazes e raparigas, Master´s, Veteranos, a cerimónia simples mas edificante, da entrega de prémios culminou, quase à meia- noite, todo um dia de desporto ao ar livre na nossa aldeia. Fotos, beijinhos e abraços, entrevistas e o nosso Presidente da União de Freguesias, José António Jerónimo ali, ao lado dos que trabalharam, deixou o seu reconhecimento e agradecimento a todos em geral, com a modéstia e o sentimento que lhe é próprio.

 O Ilídio Carrega e toda a sua vasta “Equipa” está de parabéns. Ele, melhor que ninguém, sabe os seus nomes, e por certo juntará, ao pequeno mas sentido texto que lhe deixo, esses nomes todos, para que fique perpetuado, para a posteridade, na véspera de se poder conseguir, um enorme e retumbante sucesso desportivo, para o nosso pequeno país, aquilo que 11 milhões estão à espera, sermos Campeões da Europa de Futebol na “cidade luz”, essa Paris maravilhosa, onde cerca de um milhão de portugueses ali labutam em procura de uma vida melhor para os seus.

 VIVA PORTUGAL! 
Um abraço de amizade e de parabéns.           

(J. Aleixo)   

II RESISTENCIA NOTURNA BTT EM ESTOI



     Pelo 2º ano consecutivo e após o sucesso organizativo e participativo da 1ª edição, Estoi acolheu os amantes da modalidade, numa tarde / noite de canícula, típica do verão algarvio que nos aquece o corpo e a alma.

     Sob a batuta do Ilídio Carrega, mentor de toda a estratégia e dinâmica imprimida, soube rodear-se, com tempo e persistência, dum grupo de “amigos” Estoienses e não só, que numa simbiose perfeita, deram corpo a uma prova que já é bandeira no panorama da modalidade cada vez em maior expansão .

     Todo o cuidado e sapiência, em saber rodear-se das pessoas certas para a missão que lhes era cometida, conseguidos os “Sponsor´s” e Patrocinadores que lhe deram incondicional apoio logístico e financeiro, tudo devidamente testado e oleado a tempo, com a procura de conseguir ainda um percurso, no tecido urbano de Estoi, sensibilizadas que foram as Empresas locais e os residentes, gerou-se um ambiente propício ao sucesso da iniciativa.

     Cerca de 50 voluntários, homens e mulheres, vestindo as cores azul celeste e laranja da JIC – Alumínios Carrega, nada foi deixado ao acaso. Nos Stand´s, barreiras amovíveis, no som ambiente, na cronometragem de todos e cada um dos atletas presentes, cerca de 50, vindos do Alentejo, de todo o Algarve e da vizinha Espanha, a 2ª Resistência nocturna de Estoi veio para a rua de peito aberto à procura de novo sucesso que foi conseguido.

     Desde manhã cedo, que todos largaram o seu tempo de descanso, junto da família e amigos e se entregaram de alma e coração em prol da sua terra. 

Sinalizando o percurso, de pouco mais de 4 Km, montando os Stand´s, as barreiras, os quilómetros de fita, colando ou pregando faixas, lonas, flyer´s, meticulosamente colocados onde os mesmos fossem úteis e necessários, preparando os suplementos alimentares, indispensáveis ao apoio de cada atleta em competição, como as águas minerais, a fruta e um doce, conjugou-se e preparou-se devidamente o acolhimento a quem à aldeia iria chegar. 

O indispensável apoio da Câmara Municipal de Faro, na cedência das barreiras plastificadas e outro material logístico, complementado com a ajuda da União de Freguesias da Conceição e Estoi, sempre solícita, na cedência da aparelhagem sonora e de outros apetrechos, o apoio da Brigada de elementos da G.N.R. que durante a prova de 3 horas zelou pela segurança de todos, com o apoio duma não menos excelente Equipa de Socorristas, que tiveram que socorrer dois atletas vítimas de queda na descida da bela mas exigente Rua da Barroca, cumpriram, como habitualmente é seu timbre os quesitos necessários e imprescindíveis da competência. 

O apoio da Equipa de massagistas profissionais da Empresa Estoiense Body Dream, ali disponíveis para prestar apoio a quem dele fosse carente, deu aquele ar charmoso e belo ao ambiente festivo do Largo da Liberdade.

       Não foi descurado o banho retemperador no final da prova, nos balneários da Escola 2, 3 Poeta Emiliano da Costa, que abriu portas para quem ali afluiu, numa cooperação que se aplaude e regista.

 A simpatia e a disponibilidade financeira de alguns apoiantes Estoienses, conhecedores da importância que provas deste tipo suscitam na nossa aldeia e o valor publicitário que as mesmas promovem, deram a resposta correcta aos habituais “Velhos do Restelo”, que só criticam, só denigrem só obstaculizam tudo o que de bom é capaz de ser feito nesta aldeia que todos amamos mas poucos o demonstram na prática, no quotidiano. Veja-se o exemplar comportamento do Restaurante, Snack-Bar e Papelaria “O Belo Sol”, que ali, na Rua do Cemitério, deu um valioso contributo no fornecimento de uma sandes, uma bebida e um doce, a cada atleta que ali fosse com a senha atribuída… 

Gestos bonitos e cativantes de quem entende que a conjugação de esforços é o caminho a seguir, não o isolacionismo, a avidez, a maledicência.

      No final das 3 horas de prova, sempre publicitadas em directo, estimulando quem pela meta passava, quem nas “Duplas” surgiu, novos e seniores, rapazes e raparigas, Master´s, Veteranos, a cerimónia simples mas edificante, da entrega de prémios culminou, quase à meia- noite, todo um dia de desporto ao ar livre na nossa aldeia. Fotos, beijinhos e abraços, entrevistas e o nosso Presidente da União de Freguesias, José António Jerónimo ali, ao lado dos que trabalharam, deixou o seu reconhecimento e agradecimento a todos em geral, com a modéstia e o sentimento que lhe é próprio.

      O Ilídio Carrega e toda a sua vasta “Equipa” está de parabéns. Ele, melhor que ninguém, sabe os seus nomes, e por certo juntará, ao pequeno mas sentido texto que lhe deixo, esses nomes todos, para que fique perpetuado, para a posteridade, na véspera de se poder conseguir, um enorme e retumbante sucesso desportivo, para o nosso pequeno país, aquilo que 11 milhões estão à espera, sermos Campeões da Europa de Futebol na “cidade luz”, essa Paris maravilhosa, onde cerca de um milhão de portugueses ali labutam em procura de uma vida melhor para os seus.

 VIVA PORTUGAL! 
Um abraço de amizade e de parabéns.           

(J. Aleixo)   

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sexta-feira, 1 de julho de 2016

II RESISTÊNCIA NOCTURNA BTT DE ESTOI



VIATURA COMUNITARIA DE ESTOI


…Corria o ano de 2002, da era de Cristo!.. 

Podíamos começar assim, o recordatório desta iniciativa, louvável e altruísta, levada a cabo pela cidadã Estoiense, Manuela Alves, que, por sua autoria, decidiu iniciar, primeiro no Canadá onde trabalhou, mais tarde pela Freguesia de Estoi, casa a casa, reunindo para a futura compra da “Ambulância” (como inicialmente era falado), mais tarde, ano de 2005, “Viatura Comunitária de Estoi”, 3.200 e 4.090 euros, respectivamente, mais euro menos euro. Há documentos que atestam ao cêntimo essas verbas.

 No ano de 2005, em representação do Executivo, presidido por José António Paula Brito, a presença do então Secretário da Junta, Joaquim Aleixo, junto da Associação de Beneficência Algarvia, em Elisabeth (New Jersey) e de muitos Estoienses ali presentes, no jantar de Gala dos 25 anos desta meritória Associação, ofereceram, para essa futura aquisição, cerca de 6.020 euros, entregues, quase que na totalidade, através da deslocação de elementos da Direcção dessa Associação, no ano seguinte, ao ainda presidente da Junta Paula Brito, que, por razões totalmente desconhecidas para todos os apoiantes, nunca achou por bem ser a Junta por si presidida a arcar com a compra e gestão dessa viatura!..

 Tudo junto, num total estimado em 13.308,72 euros, conforme documentação que a cidadã Manuela Alves conserva, esse dinheiro, entra numa conta à responsabilidade da Direcção da Casa do Povo de Estoi, para, segundo nós, ser utilizado apenas e só para a aquisição da “Viatura Comunitária de Estoi”. 

Os anos foram passando, iniciativas tendentes a ampliar mais ainda essa verba não se realizaram, o dinheiro, mesmo a prazo, não renderá muito e, após várias tentativas, por escrito, dirigidas à Direcção da Casa do Povo de Estoi, pelo cidadão Joaquim Aleixo, não vieram a obter qualquer resposta.

O boato fere como se fosse uma lâmina e bastas vezes a cidadã Manuela Alves é interpelada na rua, por pessoas que questionam o porquê da sua ajuda ainda não ter sido viabilizada e concretizada a compra dessa tal viatura. 

Na América, os dirigentes e associados da Associação de Beneficência Algarvia, por certo lamentam que nunca mais souberam o que foi feito ao dinheiro que vieram trazer a Estoi e a decisão mais exequível e justa para terminar de vez com este clima de suspeição foi, tão só e apenas, pedir a marcação de uma Assembleia extraordinária junto da União de Freguesias da Conceição e Estoi, que veio a realizar-se, apenas com carácter de reunião Ordinária, no passado dia 27 de Abril, com uma sala repleta de público, ávido de saber novidades.

Historiada a iniciativa pelos seus intervenientes directos, Manuela Alves e Joaquim Aleixo, que guardam religiosamente toda a documentação e é muita, alusiva a tudo aquilo que se relaciona com esse peditório, quer nas listagens dos cooperantes, muitos já falecidos, quer no quantitativo dado e identificação individual, quer em extractos bancários, cartas, ofícios, apontamentos. 

Para nossa perplexidade, a Sr.ª Presidente da Direcção da Casa do Povo, afirmou o seu descontentamento por esta reunião se ter realizado neste espaço, quando a Casa do Povo sempre esteve de portas abertas a quem quisesse saber sobre o dinheiro que lhes foi dado… 
Aqui reside a nossa questão principal. O dinheiro recolhido no Canadá, em Estoi e nos U.S.A. foi dado à Casa do Povo de Estoi!? Por quem e porquê!? Se nos peditórios feitos nunca a Casa do Povo foi referida como destinatária final ou até intermediária dessa verba!?  
      
Que o dinheiro existente é pouco para a viatura que se deseja comprar, com elevadores para cadeiras de rodas e toda uma série de requisitos, totalmente incomportáveis para aquilo que julgamos lá estar à sua guarda…

Qual a Acta, qual o documento formal que atesta a veracidade dessa “oferta”!? 

Os promotores rapidamente se colocaram em campo e num Abaixo assinado, por 53 cooperantes Estoienses, recolheram o sinal, inequívoco e concludente que julgavam. 

A verba será para comprar uma “Viatura Comunitária” se não nova, usada e em perfeito estado de conservação, aproveitando a circunstância do actual Presidente do Executivo, José Antónimo Jerónimo, ter afirmado, publicamente, nessa Assembleia, total disponibilidade para, logo o dinheiro lhe seja entregue, pedir orçamentos a Stand´s automóveis, adquirir a viatura, gerir a sua manutenção, seguro e condução da mesma, em apoio ao povo de Estoi, em especial para o mais desprotegido e abandonado e a possibilidade de, através de um Protocolo, a mesma poder ser utilizado pelas Associações e Colectividades da Freguesia de Estoi. 

Nem mais! Assim o desejo e a vontade dos apoiantes seja cumprida.

Resta-nos esperar! Esperar e confiar no bom senso, na defesa de princípios que julgamos todos perfilham e adoptam nas suas vidas. 

É tempo de cumprir um simples desígnio. Catorze anos meu Deus!..

Estoi, as suas gentes humildes, as suas Associações merecem algo de mais. Fomos votados ao ostracismo ao longo de anos e anos e esse tempo jamais volta. Olhemos o Futuro com esperança. 

Compre-se a “Viatura Comunitária” para Estoi e os Estoienses. 

Obrigado a todos que colaboraram e nos deram força para não deixar morrer a Esperança.
                                                                                           (J. Aleixo)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

FESTA DA SARDINHA



Marcha Popular de Bordeira, actuou ontem à noite em Estoi, na Festa da Sardinha, em honra a Sto António, organizada pela União de Freguesias Conceição e Estoi e que decorreu no Largo Ossónoba.

Actuação espectacular da "Marcha Popular de Bordeira" que a Sociedade Recreativa Bordeirense, vem mantendo com êxito, em actividade, há já muitos.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

MOTO CLUBE ESTOY-OSSONOBA



Boa Tarde

É com enorme satisfação que o Moto Clube de Estoy - Ossónoba vem por este meio partilhar os seus eventos para Junho de 2016.
  • 09 de Junho - Banda Medusa, pelas 23h, Entrada Livre
  • 10 de Junho - Feriado Nacional (para os mais esquecidos) Undecover Band, pelas 23h, Entrada Livre
  • 19 de junho - IVº Convívio de Pit-Bikes, Final do troféu ASPBA, consagrações dos Campeões, nas categorias :- Cadetes,MMX1,MMX2,Infantis,Clássicas,Livres.
Atentamente,
Pelo MCEO
Vitor Rodrigues
96 877 18 33
Presidente

terça-feira, 24 de maio de 2016

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE- ESTOI





Reconstruida no sitio do Azinhal, Estoi, local onde existiria inicialmente a Ermida de Nossa Senhora da Piedade, foi inaugurada no passado Sábado, 21 de Maio.

A cerimónia da Bênção foi presidida pelo pároco de Estoi, Padre Miguel Neto e contou com a presença de representantes da Câmara Municipal de Faro, da União de freguesias Conceição e Estoi, entre outros.

A origem da Ermida neste local remonta aos finais do século XIX tendo sido construída no cumprimento de uma promessa.

A sua história é-nos contada por Custódio Adriano, um descendente da família que originalmente a mandou construir.

Ler  historia da Ermida »»»

domingo, 22 de maio de 2016

CRISTINA ENTRE AMIGOS


(Foto de Célia Mendes Lourenço)

A expectativa criada com a apresentação da jovem estoiense Cristina Lopes, no centenário Clube Farense, não foi defraudada, antes pelo contrário. Sala repleta, público de pé, noite única! Estoienses envolvidos e em sintonia com uma das suas “pérolas” mais refulgente ali afluíram em massa. As palavras iniciais do Presidente desta Instituição, Augusto Miranda, desde a primeira hora entusiasmado com a possibilidade de ali ter a cantora, deram o mote.

Três jovens músicos deram entrada no palco, Ricardo Coelho ao piano, Paulo Machado na viola baixo e na bateria Vasco Fialho, acompanharam todo um desfilar de temas musicais, de uma diversidade e complexidade, só ao alcance dos dotados.

Elegantemente vestida, irradiando simpatia e uma timidez contagiante e ternurenta, a esbelta Cristina Lopes entrou e encantou todos, que no final de cada interpretação a premiaram com calorosos e prolongados aplausos. Temas de intérpretes consagrados, cantados em inglês, francês e num adocicado português do Brasil, fizeram as delícias dos mais empedernidos ouvidos. 

Um “Avé Maria” em latim, superiormente cantado pela Cristina Lopes, encerrou a 1ª parte, num aplauso de pé que eclodiu pela sala. Brilhante interpretação! Voz emotiva, expressiva, vibrante, sentida…

No início da 2ª parte, uma surpresa! A Cristina, dando mostra da sua sensibilidade apurada e reconhecimento para quem lhe deu os primeiros ensinamentos musicais, convida o seu Professor de música, Joaquim Machado, ao acordeão e o seu irmão mais velho, Rodrigo Machado, na bateria, para que, 55 anos após, revivessem os dois, a actuação que ali tiveram. Momento ternurento e singelo, de profundo significado para ambos, revelador da esmerada educação que seus pais, Guiomar Paulo e Mário Paulo, ali na primeira fila, lhe conferiram.

A boa música francesa, com a deliciosa voz timbrada da Cristina e o som do acordeão do Quim Machado, vibrante e pausado e os batimentos da bateria do Rodrigo, deram o mote para um novo desfilar de belas canções, onde a nossa língua jamais deixaria de ser expressivamente cantada. Um sucesso a todos os níveis, que “obrigou” a Cristina e os seus três amigos, a oferecerem uma última interpretação no final do espectáculo de hora e meia de encantamento auditivo e visual. Sala de pé, flores e aplausos, beijinhos, fotos e abraços.

Nós, que tivemos o privilégio de a escutar atentamente, auguramos e desejamos um futuro brilhante à “nossa Cristina”, porque ela o merece. Irá entrar numa “competição”, onde só alguns conseguem o estrelato, mas a força imparável que em si brota às catadupas, muito embora de um corpo franzino, enganador porém, a presença, a postura erecta, a voz, esse instrumento vocal inigualável que possui, conferem-lhe atributos que a poderão guindar ao patamar maior da música portuguesa, assim os “olheiros” das Editoras discográficas de Lisboa ou Porto a vislumbrem, porque a desvantagem de ser “algarvia” é grande. Jamais veremos na “nossa” Cristina Lopes, o facilitismo do optar por um tipo de música que não é o dela, “pimbalhada” e outros equívocos que nos querem impor.

A escolha feita, dos temas que interpretou, não está ao alcance de todos.

Parabéns Cristina e amigos que te acompanharam. Parabéns Direcção do Clube Farense, por “apadrinharem” e estimularem a voz inconfundível que julgamos e desejamos muito irá ser falada no panorama musical da nossa terra. Bravo Cristina Lopes. O teu mundo musical está aí, de braços abertos, como ontem todos nós te recebemos. Desfruta-o!

Faro, 22 de Maio de 2016
(Joaquim Aleixo)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

COMEMORAÇÃO 1º. ANIVERSARIO DO RESTAURANTE TIPICO SOLAR DAS DIVAS



No próximo sábado 21 de Maio mais uma noite mágica com sonhos de fado e a presença e voz da fadista ARGENTINA FREIRE, no Restaurante Tipico Solar das Divas, em Estoi, para comemoração do seu 1º. aniversário.

terça-feira, 17 de maio de 2016

MELISSA SIMPLICIO



Foi um enorme e retumbante sucesso, a actuação da jovem fadista estoiense Melissa Simplício, que na passada 6ª feira, dia 13 de Maio, pelas 21:30, encheu o nosso “Scala” farense – O famoso e belo Teatro Lethes, na apresentação pública do seu primeiro trabalho, o CD “Fado da minha Vida”.

Sala completamente esgotada de público entusiasta e apreciador das qualidades vocais da imponente, elegantemente vestida e penteada, Melissa Simplicío, acompanhada por 3 excelentes guitarristas e um jovem acordeonista seu companheiro de formação musical.

Não querendo a totalidade dos aplausos para si, numa modéstia que se aplaude, ofereceu a seu pai, Vitor Simplício, a possibilidade de em palco nos deixar 3 fados superiormente interpretados com sentimento e qualidade vocal que sempre ostentou, o nosso “Vitor Ameixa”, “Vitor da Alface” ou do conhecido Restaurante “Flôr da Ameixa”, como é conhecido na nossa terra.

Parabéns à Organização, na recepção festiva que nos deram, no acolhimento, na dinâmica e condução do espectáculo.

A Melissa, irradiando satisfação e simpatia, convidou, no final da sua excelente actuação, a subirem ao palco da magnífica sala, não só o Sr. Presidente da C.M.Faro, Rogério Bacalhau, seu antigo Professor, a Delegada Regional da Secretaria de Estado da Cultura, Alexandra Gonçalves, Presidente e Vice-presidente da União de Freguesias da Conceição e Estoi, José António Jerónimo e Vitor Major, respectivamente, como ainda a Presidente da Sociedade Recreativa Bordeirense, Eva, o amigo e poeta Rui Vargues, outro seu amigo e poeta, cujo nome não identifiquei, a sua “designer” de moda, que lhe concebe os lindos vestidos, seus pais e outros amigos de peito que a ajudaram a concretizar o seu “sonho”. 

Agora Melissa, segue em frente! Com denodo e persistência, coragem e firmeza. Tu e a tua família, que não esqueceste, bem o merecem. Os teus amigos e conterrâneos estão contigo, ansiosos por novos voos e cometimentos. 

“O Fado da tua vida, poderá ser o fado de nossas vidas. Diverte-te cantando, divertindo, cultivando…"

 (J. Aleixo)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

EXPOSIÇÃO FOTOGRAFICA DA FESTA DA PINHA


No dia 3 de Maio, pelas 19h, irá ser inaugurada a exposição de fotografia “Festa da Pinha”, de Laura Carlos e Pedro Barros, na Delegação de Estoi da União das Freguesias de Conceição e Estoi (Faro).

A exposição pretende valorizar a Festa da Pinha ilustrando alguns dos seus 'pontos altos' através de fotografias a cores e a preto e branco, registadas entre os anos de 2010 e 2015. Aqui podemos observar os pormenores, fruto da criatividade individual e coletiva que dão um aspeto único e peculiar a esta manifestação. Esta apresenta-se ainda com um cariz documental tendo como objetivo promover a salvaguarda e a valorização desta importante manifestação de Património Cultural Imaterial do Algarve.

A exposição conta com o apoio da União das Freguesias de Conceição e Estoi e da Direção Regional de Cultural do Algarve, podendo ser visitada até 30 de Setembro, na Delegação de Estoi da União das Freguesias (antigo edifício do mercado - Largo Ossónoba, 71), de Segunda a Sexta, das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00.

Os Autores:
Coordenação, texto e fotografia:
Laura Carlos é licenciada em Design pela Universidade do Algarve, Mestre em Gestão Cultural pela Universidade do Algarve, com a dissertação intitulada "Manifestação Cultural – Alterações ao longo do tempo, Estudo de Caso – Festa da Pinha” (2011-2013).

Fotografia:
Pedro Barros exerce a profissão de arqueólogo na Direção Geral do Património Cultural. Desde 1996, além de ter ilustrado alguns artigos sobre Património Cultural, conta com algumas exposições individuais temáticas onde se destacam: "Algarve Doce" e "Cortiça" (organizadas pelo Museu do Traje de São Brás de Alportel).

Os autores, em 2014 no Largo da Liberdade em Estoi, já realizaram uma exposição sobre o tema intitulada “Festa da Pinha, uma manifestação de Património Cultural Imaterial”.

sábado, 30 de abril de 2016

CONCERTO COM CRISTINA LOPES NO CLUBE FARENSE



É já no próximo dia 21 de Maio, Sábado, pelas 22:00, que a maviosa e cativante voz da novel cantora Estoiense, Cristina Lopes, filha da Prof.ª Guiomar Paulo, ilustre Presidente da Assembleia da União de Freguesias da Conceição e Estoi e de Mário Paulo, actuará no respeitável Clube Farense, sito no coração da Rua de Santo António, em Faro.

Enfermeira de profissão, o canto e as qualidades vocais que lhe estão na génese, levaram-na a atravessar o Atlãntico e em Nova Iorque, frequenta um curso, que lhe confere e faculta uma maior disponibilidade musical rapidamente reconhecida nalgumas actuações públicas que fez, em conhecido hotel da “Big Aple” novaiorquina.

Requisitada amiudadas vezes, para emprestar a sua voz em casamentos de Igreja e ocasiões festivas, onde a elegância e o bom gosto impera, Cristina Lopes é, para os Estoienses, um sinal de esperança, no complicado panorama musical da Região, onde poucos conseguem fugir ao anonimato, ocasião soberana para a ouvirmos, ao vivo, na noite do próximo dia 21 de Maio nesta Colectividade prestigiosa e secular.

A nossa presença será o estímulo indispensável para uma noite de sonho, para esta nossa ainda desconhecida “vedeta musical”. Força Cristina! Quem gosta de boa música não irá faltar nesta noite “mágica”.

(J. Aleixo)

5ª. GALA DE ACORDEÃO






Estoi mostrou mais uma vez que o acordeão é o seu instrumento musical de eleição, enchendo por completo a sala do cinema Ossonoba ontem à noite, para receber a 5ª. Gala Internacional de Acordeão.

Gala que teve como cabeças de cartaz, o francês Michel Sapateado e Nelson Conceição, os convidados Jorge Alves e Fernando Inês e um leque de dez novos acordeonistas alguns já com participações e prémios conquistados, em importantes concursos nacionais e internacionais, cujos nomes são: -Ana Rita Correia, Andreia Cabrita, André Duarte, Catarina Coelho, Daniel Sila, Gonçalo Guerreiro, Hernani Cerqueira, Jéssica Guerreiro, Jéssica Silvestre e Melissa Simplicio que para além do acordeão nos encantou com a sua voz melodiosa.

Em resumo, tudo o necessário para proporcionar uma noite agradável, com o publico a não regatear aplausos, alguns de pé, no apoio a todos os acordeonistas.

A organização coube como sempre, à ACESTOI que esteve à altura dos acontecimentos.

terça-feira, 5 de abril de 2016

CRONICA DE UMA HOMENAGEM


4º Grande Prémio de Estoi – Eusébio Rita Bexiga
(3/4/2016)

Num Domingo ligeiramente friorento e ameaçando chuva, que não chegou, Estoi foi de novo “invadida” por cerca de 300 atletas, treinadores, e familiares acompanhantes, que do barlavento ao sotavento, correram pelas ruas e artérias da nossa aldeia. 

Organização conjunta, Casa do Povo de Estoi, União de Freguesias Conceição / Estoi, C.M.Faro, Instituto Português da Juventude e Associação de Atletismo do Algarve, directamente apoiados pelos profissionais da  G.N.R., Socorristas da Cruz Vermelha Portuguesa e o já habitual apoio da Equipa de BTT – JIC-Alumínios Carrega, de Estoi, inexcedíveis no acompanhamento de todas as provas ali disputadas, criadas foram as condições para novo sucesso organizativo. 

Cerca de 40 Firmas e Empresas, na esmagadora maioria Estoienses,  patrocinaram e apoiaram a Organização, assim como alguns  Empresários agrícolas da Freguesia não quiseram faltar à chamada. 

Em representação do homenageado, seu filho, Hernâni Bexiga, que, vindo de Lisboa, onde reside, não deixa de regressar à sua aldeia, prestar uma mais que justa homenagem ao pai que lhe deu tudo aquilo que pôde, enquanto por cá esteve.

Nascido em Estoi no dia 16 de Dezembro de 1951, faleceu ainda muito jovem, com apenas 49 anos de idade, no dia 14 de Julho de 2000, deixando viúva e um casal, onde o Hernâni se inclui.

Jogral fundador, atleta exímio, em especial no futebol, dedicou a sua juventude em prol da sua aldeia e dos seus pupilos, quando, já afastado das lides futebolísticas, tirou formação e decidiu enveredar pelo treino de jovens atletas nas diversas modalidades, com saliência especial para a então jovem atleta Ana Isabel, hoje médica, que veio a sagrar-se campeã nacional de salto em altura, um feito inédito em Estoi, não obstante as naturais insuficiências e dificuldades funcionais e logísticas ao dispor na aldeia. 

A juventude entregava-se e envolvia-se, correndo e saltando pelos largos e ruas da nossa aldeia branquinha, com o Rita, Zébinho ou “sete pelos”, como nós o catalogávamos, de cronómetro em punho, sorridente, brincalhão, de uma comicidade impar, ela própria estimulante e “doping” adequado à prática da rapaziada que comandava.

Assim fazia e assim fez e deu o seu imenso contributo para que hoje, volvidos já quase 16 anos sobre o seu desaparecimento físico, os jovens aderirem e virem à rua correr em sua memória.

Que lá no Alto, onde te encontras, dês o exemplo a esses companheiros que jazem inertes e sedentários, num ócio contagiante e doentio… 

Salvé Amigo!  Descansa em Paz!..

Se o Eusébio foi exemplar e mola impulsionadora para os seus pupilos do atletismo dos nossos Jograis, hoje semi-caducos, inertes e falhos de inspiração, não o foi menos no jornalismo e em especial no Teatro. Inesquecíveis actuações nas peças de António Aleixo, nosso patrono, nas de Moliére, no “Médico à força”, ou nas “Artimanhas de Scapin” e a sua imponente e invejável actuação solitára na peça “Os malefícios do Tabaco” de Anton Tchekov. 

Um portento no palco! 

A sua grande apetência para os papéis jocosos, cómicos e divertidos, conferiram-lhe um lugar de grande destaque no panorama teatral da nossa aldeia. 

Rir e fazer rir era um dom que cultivava e que nos enchia de gozo e prazer quando a sua lado, como na tradicional Festa da Pinha, que não perdia. 

A sua memória foi de novo exaltada e constantemente referenciada, durante as muitas provas ali realizadas. 

Por mais de uma vez foi lido o pequeno poema que fiz e que lhe dediquei em 22 de Março de 2014.

As 14 Equipas, ou Clubes presentes em Estoi, num total oficial de 323 atletas, deram o seu melhor em prol da modalidade, desde o escalão mais novinho, os Benjamins, até aos Veteranos, rapazes, homens, raparigas e senhoras, numa simbiose perfeita, correndo as voltas pequenas, desde os 350 metros, para os mais novos, até aos 7.350 metros, nas voltas grandes, para os Juniores masculinos, Seniores e Veteranos. 

Pena foi, que a adesão popular Estoiense, não fosse mais expressiva, porque as principais ruas e largos foram constantemente palco dos coloridos equipamentos de atletas de todo o Algarve, lutando pela melhor classificação, exaustos à chegada, mas rapidamente consolados com uma água mineral e, ou uma laranja algarvia, suculenta e pronta a repor as energias gastas. 

Salienta-se, porque de toda a justiça, a grande participação do Clube Oriental de Pechão, presente em Estoi com 81 atletas de ambos os sexos, onde alguns Estoienses se incorporaram, ciosos da prática sistemática e continuada da sua modalidade de eleição e que Estoi deixou morrer, definhar, esquecendo, quiçá, a memória e o trabalho daquele que em vida tanto deu e dedicou à modalidade, o Eusébio Rita Bexiga. 

A rever, com urgência!

As classificações e os prémios finais, individuais e colectivos, constam das fichas oficiais da A.A.Algarve, exemplar no desenrolar das provas, que todos poderão consultar, sendo que os representantes da Freguesia, da Casa do Povo, do próprio filho do Rita Bexiga, o Hernâni, da atleta olímpica Ana Dias, ali presente, honrando e dignificando com a sua presença a prova, ofereceram as medalhas, placas e troféus aos felizes contemplados.

As fotos, saídas das máquinas dos 3, 4 fotógrafos de serviço, Ludgero Rita Luís, José Joaquim Rodrigues, Luís Barriga e Vladimiro Matias, ficarão atestando, para a posteridade, os momentos ali vividos e que na página, ou “blog” Aldeia de Estoi, do nosso amigo Zé Joaquim não deixarão de constar. 

Ao incansável Nélio e Equipa que liderou, o reconhecimento sincero de quem continuará - Sempre disponível, para as boas causas da “Nossa Aldeia” – Estoi, que nos está no coração!

Faro, 4 de Abril de 2016 
J. Aleixo

domingo, 3 de abril de 2016

5ª. GALA DE ACORDEÃO DE ESTOI


Numa organização da ACESTOI - Associação Cultural de Estoi, vai ter lugar no cinema Ossónoba, em Estoi, na próxima Sexta-Feira, 29 de Abril, a partir das 21,30 horas, a "5ª. Gala de Acordeão de Estoi".




TRAIL OSSONOBA 2016



Numa organização da ATR - Algarve Trail Running, FAGAR – Faro, Gestão de Águas e Resíduos, E.M. e Grupo Desportivo e Cultural Jograis António Aleixo, com o apoio União de Freguesias de Conceição - Estoi e da Câmara Municipal de Faro, vai realizar-se no próximo Sábado, 30 de Abril, a partir das 18,30 horas, o "Trail Ossónoba /Agua de Faro 2016."

A prova que terá partida e chegada, no Largo da Liberdade, em Estoi, será constituida por dois percursos:
  • Trail Curto - 15Km
  • Trail Longo -25 Km
Para mais informações visite a página da prova »»»



GRANDE PRÉMIO ATLETISMO -EUSÉBIO RITA BEXIGA 2016



Com um dia excelente para a prática da modalidade, a temperatura não excedia os 20º. centígrados, decorreu hoje nas ruas de Estoi, o "Grande Prémio de Atletismo Eusébio Rita Bexiga".

Com a participação de um bom numero de clubes e atletas, as provas decorreram em bom ritmo e bastante disputadas, num percurso algo difícil.

A direcção técnica foi dos Juízes e Cronometristas da Associação de Atletismo do Algarve

Uma boa organização que contou com o patrocínio da Casa do Povo de Estoi e o indispensável apoio do Município de Faro, União de Freguesias Conceição e Estoi, de JIC - Clube de BTT e de várias empresas e empresários que contribuíram de forma decisiva para o êxito da iniciativa.

Apenas uma ultima nota para a pouca presença de publico estoiense no apoio e aplauso aos atletas.

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terça-feira, 1 de março de 2016

14 ANIVERSÁRIO MOTO CLUBE ESTOY - OSSONOBA




Num mês de festa para o Moto Clube de Estoy - Ossónoba, em que celebramos 14 anos de existência, temos o prazer de partilhar com vocês os cartazes dos eventos a realizar em março, na nossa sede em Estoi-Faro.
  • 18 de Março - Concerto com os The black Teddy´s
  • 26 de Março - Concerto pela noite com a Medusa Band e mtas Surpresas
Entrada livre
Na esperança da vossa visita e com votos de boa viagem,

Pelo MCEO
Vitor Rodrigues
Presidente

domingo, 28 de fevereiro de 2016

JANTAR DE ENCERRAMENTO - CHAROLA CASA DO POVO DE ESTOI 2015-2016



Foi em ambiente de muita alegria que decorreu na Sexta-Feira, 26 de Fevereiro, o Jantar de encerramento da actividade da Charola da Casa do Povo de Estoi que teve lugar no Restaurante Convívio dos Cavaleiros,.

Presentes para além de quase todos os elementos da Charola, alguns familiares, patrocinadores, representantes da Casa do Povo, da União de Freguesias Conceição e Estoi, da União de Freguesias Sé e S. Pedro e o presidente do Município.

A festa encerrou com mais uma actuação da Charola, desta vez, mais descontraída.

Antes o Joaquim Aleixo, deixou uma mensagem de agradecimento que se pode ler em baixo e foram entregues aos elementos da charola uma foto de grupo e um DVD.
Foram ainda entregues algumas bandejas com gravação, aos patrocinadores e principais apoiantes, como forma de reconhecimento pelo apoio prestado.

No final foi também simbolicamente entregue uma rosa a cada mulher presente na sala.




""Minhas senhoras e meus senhores. 

Ilustres convidados que nos quiseram honrar com a vossa presença.

Sr. Presidente da C.M.Faro, Dr. Rogério Bacalhau, Sr. Joaquim Teixeira, Presidente da União de Freguesias de Faro (Sé / S.Pedro, Sr. JoséAntónio Jerónimo, Presidente da União de Freguesias Conceição e Estoi, Sr. Vitor Major, Vice-presidente da União de Freguesias Conceição e Estoi e esposa, Sr. Duarte Baião, Dirigente dos Órgãos Sociais da Casa do Povo de Estoi.

Representando os nossos fiéis patrocinadores, todos Estoienses, uma saudação amiga para a D. Assunção Martinho e Esposo,Sr. Luciano Martinho, D. Vanda e companheiro, D. Mariana e Sr. Vitor Silva, lamentando a impossibilidade de estar presente por questões de saúde, do Sr. José de Brito Júnior e por questões associativas do nosso querido amigo Arménio Aleluia Martins.

Num abraço solidário e amigo, saúdo a Equipa dirigente da Charola, constituída pelos inseparáveis companheiros, Maria das Dores, Valério Pires, António Serôdio e José Pedro Soares, sem eles, tudo o que foi feito não seria possível.

Seja-me permitido desde logo saudar e agradecer à restante Equipa charoleira, unidos e coesos até final das 32 actuações que tivemos, representando com elevado brio e aplaudido entusiasmo, a bandeira da mais antiga Casa do Povo do Algarve, quer em Estoi, Bordeira, Conceição de Faro, Olhão, Tavira, V.N.Cacela, Faro, Loulé, Quarteira, S.B.Messines, Paderne, Moncarapacho e Parragil.

O Responsável musical, autor e compositor, o acordeonista Luis Parente e esposa Natália, que de S.B.Messines se deslocaram, pelos seus meios, ao longo de 13 ensaios, à sua terra natal. Dele e da sua criatividade, as músicas e os versos que adoptámos e a condução musical da totalidade dos ensaios realizados em Estoi, na Casa do Povo.

O jovem Guilherme, muitas vezes acompanhado pelo pai, aqui presente e namorada, que de Paderne abraçou Estoi, entrou pela primeira vez no mundo charoleiro, vindo do folclore local.

A sempre cativante e de voz maviosa Cátia Correia, que da Picota, concelho de Loulé, veio ajudar Estoi e a Casa do Povo, aqui acompanhada, como sempre, pelos seus simpáticos pais. Para lá do canto, as castanholas também trinaram nas suas mãos fininhas.

O artista romeno Manda, há anos radicado em Portugal, excelente saxofonista, morador em Olhão, “animador de rua”, onde o fui “contratar”, que soube ter que pagar, às Câmaras Municipais onde exerce a sua criatividade (Faro, Olhão, Loulé e Tavira), uma “taxa” pelos metros quadrados que ocupa. Uma saudação e um sincero agradecimento ao Manda e sua simpática esposa, aqui presente. A universalidade da Charola também é isto!

Embora ausente, no seu país de origem, não poderei esquecer o excelente, sério, competente e assíduo violinista romeno Adriano, também ele contratado na Rua de Santo António, residente em Olhão e nas mesmas condições do amigo Manda. Daqui um forte abraço de todos nós.

Na “Caixinha do Menino”, a nossa “Ministra das Finanças”, como sempre a distingui, a nossa Emilia Brito, responsável parcial pela excelente recolha de moedinhas e algumas notas, que a exaurida população algarvia sempre nos veio dando.

Suprindo por algumas vezes a ausência da Emilia Brito, por questões de natureza profissional, tivemos o apoio da Natália Parente e do jovem António Paula Brito, que se esmeraram por não deixar ninguém de moedas a tilintar nos bolsos. Os seus intentos foram conseguidos.

Nos ferrinhos, com a mestria que os muitos anos de actividade musical lhe conferem, em especial na dinâmica folclórica regional, donde provêm, tivemos o nosso Zeca Barão, quantas vezes impedido de se apresentar aos ensaios, por questões de saúde e que todos desejamos possam ser rapidamente ultrapassadas.

A “pancadaria”, como graciosamente é conhecida, teve nos pandeiros, o Joaquim Farrobal Soares, exímio na arte de bem tocar o pandeiro, de ouvido apurado e batida assertiva, meneando a cabeça reprovando qualquer falha que detectava, é, sem dúvida, elemento de destaque e conhecedor, não fosse ele filho do saudoso acordeonista Luis Parente, pai desta trilogia de “charoleiros” (Luis, Joaquim e Zé Pedro). Nas “Vivas” também não deixou os seus créditos por mãos alheias.

O Paula Brito, que acumulou também a função do canto novo, elemento assíduo e disponível, deu, com o seu contributo e arte, um apoio imprescindível ao grupo. Foi criativo e poético, porque soube deixar algumas vivas, em quase todos os lugares onde actuámos.

Tivemos ainda o Fernando Laranjeira, excelente tocador de pandeiro, com muita experiência, de ouvido apurado e atento, que quando proferia a conhecida palavra “Portugueses”… Era sinal de muita atenção e sorriso malicioso… Nas vivas, nada!

O Zé Pedro Soares, companheiro de longas jornadas e jogatanas, que comigo conduzia as viaturas que o Presidente Joaquim Teixeira nos emprestava, sempre disponível e pronto, paciente e cordato, tocou, com muita qualidade e estilo o pandeiro. Um competente e experiente tocador. De vivas, só no final – Vivaaa!

O Valério Pires, grande companheiro, que já muito tarde vim a privar de perto, um autêntico “Doutor Honoris Causa da Amizade pura, sincera, verdadeira”, é, sem sombra de dúvida, mai´la sua “Dorinhas”, o grande sustentáculo que me animou, estimulou e apoiou sempre. Sem ele, sem o casal, não voltaria mais a integrar uma Charola. (E sem ele!.. Sairei no final… )
Tocou pandeiro muitos anos, mas, por questões de necessidade, tocou esta época castanholas e disse, sem sombra de dúvida, as vivas mais hilariantes e adequadas ao tempo. Um exemplo para todos!

Nas castanholas estive eu também! Tentei cumprir, sem sair do tom, acumulando a função de apresentador da Charola. Fiz o que pude!

O companheiro António Serôdio, com o seu trinado muito próprio, de batida forte e seca, além de tocar muito bem, soube deixar nas plateias versos bonitos e aplaudidos, numa arte que vai cultivando e ampliando. Assíduo e pontual, deu um exemplo de gostar da arte de bem tocar nas Charolas.
Consigo trouxe-nos uma prenda preciosa, a nossa benjamim, sua netinha muito querida, sangue novo na dinâmica charoleira, que só na nossa “Aldeia Branca” é visível. A Matilde. Ela ali esteve sempre à frente, castanholas em riste, batendo com a graciosidade das deusas e o acerto dos dotados. Apoiem-na, estimulem-na, dêem-lhe asas…

O mundo está na infância e adulto só pode ser, quando desaparecer do povo, a ignorância.

Por necessidade e equilíbrio no grupo, a Belinha Parente, esposa do Joaquim, tocou também castanholas, muito embora seja no canto velho a sua maior vocação, não obstante as partidas que a garganta por vezes lhe prega e uma inoportuna lesão antiga que a privou nalgumas actuações, em especial nas ruas por onde andámos.

Deixei para o último, a nossa “Dorinhas”, uma adorável “tia” que já não temos, uma cativante e adorável Senhora, de uma dedicação tremenda, minha confidente em dias e dias de abatimento, companheira inseparável de há longos anos, no mundo das Charolas, mulher adorada do nosso “Valerinho”, que me dão o grato prazer de os ter por amigos e que visito semanalmente em sua casa humilde mas acolhedora.

Obrigado Amiga por essa postura e pela demonstração de cativante simpatia que tem tido por mim e por minha mulher Helena e, afinal, por todos os “sobrinhos” da Charola, que muito a estimam.

Creio que agora devo e devemos uma palavra de estímulo, de desculpa pela ausência de noites e dias em que estivemos ao serviço da nossa bandeira, da Casa do Povo e da nossa aldeia, às nossas esposas, nossos filhos, nossos netos, por via de uma actividade cultural ancestral, vinda dos nossos antepassados, quem sabe se um dia catalogada, muito justamente, Património Imaterial da Humanidade, assim haja alguém que as candidate e promova. 

Queridas mulheres, companheiras, namoradas, queridos filhotes e netinhos, as nossas homenagens aqui deixo, ou eu não me chamasse Aleixo… Saberemos compensá-las nos restantes dias do ano.

Muito mais, mas mesmo muito, haveria ainda para dizer e informar. Tenho-o escrito em dezenas e dezenas de páginas de relato minucioso e fidedigno daquilo que vivemos. Não é o local e o momento para o dar ao conhecimento de todos. Saberemos ser dignos e imparciais no final que está chegando.

Orgulho-me, orgulhamo-nos, estou certo disso, daquilo que fizemos nestes dois anos, onde dei e demos total dedicação a esta causa. Soubemos evitar despesa para quem trabalhámos.

Suprimos e compensámos quem de nós requereu apoio, graças à preciosa ajuda dos nossos amigos patrocinadores, das Entidades que nos receberam, do povo anónimo e simples que nos ajudou, aplaudindo e dando a “esmolinha” tão desejada e agradecida.

Ao Patricio, sua mãe, D. Cidália e seu pai, Sr. Virgílio, o nosso agradecimento sincero, pela refeição que nos serviram, extensível à Equipa de trabalho que os apoia e faz desta Casa uma das mais requisitadas da Região, gente simples, honesta e trabalhadora. Muito Obrigado.

As 12 bandejas que a nossa Charola mandou preparar, premiaram quem mais nos ajudou. Esta Casa é uma delas. 

Terei agora, o subido prazer de convidar a vir a meu lado, a “Dorinhas” e a Matilde, representando a nossa Charola, para entregarmos duas dessas bandejas de Reconhecimento / Gratidão, para que sejam entregues aos Senhores Presidentes da C.M.Faro, Dr. Rogério Bacalhau, que nos cedeu graciosamente, um autocarro de 27 lugares, na deslocação a S.B.Messines e a Paderne, no dia 8 de Janeiro e o meu ilustre amigo Sr. Joaquim Teixeira, Presidente da União de Freguesias de Faro (Sé / S. Pedro), pela cedência, na esmagadora maioria dos dias solicitados, de uma e por vezes duas viaturas de 9 lugares, numa preciosa ajuda a Estoi, carente de ter à sua disposição, como já o deveria ter e há dinheiro em depósito para isso, uma Viatura Comunitária, com a ajuda do povo Estoiense e residente por esse mundo fora.

Informo, em remate, que idênticas bandejas foram oferecidas à D. Odete Moleiro (Quinta da Bemposta), Soc.Recreativa Bordeirense, Café Pinto de Bordeira, União de Freguesias de Conceição / Estoi, C.M.Tavira, Convívio dos Cavaleiros, Luis e Natália Parente e Casa do Povo de Paderne, pelo acolhimento especial que nos deram e apoio financeiro. 
Será entregue ao Sr. José de Brito Júnior uma outra, pela quantia suplementar que nos concedeu e teremos todo o prazer e orgulho em oferecer a última bandeja ao Centro Comunitário Padre Júlio Tropa no Coiro da Burra, testemunhando, através da sua Directora, Dr.ª Dora, o Reconhecimento e a nossa Gratidão à saudosa memória do filantropo Padre Júlio, que tinha um grande prazer em conviver connosco, sempre que nos recebia no Lar de Santa Bárbara de Nexe e neste mesmo local, viveu alguns momentos de alegria, dias antes do seu falecimento. Paz à sua Alma!

Termino dizendo, olhos nos olhos: 
-Na actual conjuntura, eu, Joaquim Aleixo, responsável convidado pela Direcção da Casa do Povo, decido por minha consciência, declinar qualquer convite para no futuro continuar a assumir este cargo.

Agradeço a todos os companheiros e amigos, a confiança e a ajuda que me deram. 
Muito e muito Obrigado. 

Faro, 26 de Fevereiro de 2016
O Responsável da Charola,
Joaquim Aleixo ""